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A importância crescente da comunicação e a redução do número de secretárias nas empresas levou à necessidade de muitos executivos começarem a escrever suas próprias cartas, e-mails e apresentações. E o resultado disso tem sido um desastre de grandes proporções: os executivos brasileiros, mesmo dominando outras línguas, escrevem mal no idioma vernáculo.
Segundo Carlos Faccina, ex-Diretor de RH da Nestlé, durante bom tempo a prática de escrever bem andou ligada à ideia de cultura inútil, que não era fundamental para a produtividade. "Mas de uns sete ou oito anos para cá, quando as empresas passaram a dar mais ênfase à comunicação como um todo, ficou visível o total despreparo dos executivos para redigir um texto", alerta.
Para Marcelo Maron, Diretor Executivo do Grupo PAR, de Brasília, além de consultor e professor da UniEURO, muitos executivos se preocupam com o inglês, mas esquecem por completo a importância de escrever bem na própria língua. "Um verdadeiro profissional tem de saber colocar suas ideias no papel, com clareza e objetividade. Caso contrário, não fará uso adequado de suas próprias aptidões", assinala Maron..