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Ponto de Vista do Demissor
De caráter quantitativo, o estudo consultou diretores, gerentes e outros responsáveis pelas áreas de Recursos Humanos de uma amostra de 103 empresas, integrantes do ranking Maiores e Melhores da Revista Exame. Entre as principais conclusões destacam-se:
Gestores declaram tratar o funcionário de forma respeitosa no momento do desligamento. Na opinião dos demitidos, o processo de demissão é mal conduzido em mais da metade dos casos.
Nos níveis de diretoria e gerência, a decisão do desligamento é tomada freqüentemente pelo chefe imediato. Em cerca de 20% dos casos, o colegiado e o Board aparecem como decisores, o que indica a intenção de evitar que as demissões resultem de decisões individuais.
A maioria dos demitidos é comunicada pessoalmente e todo dia é dia de demitir, embora algumas empresas evitem as sextas-feiras.
A recolocação do funcionário é vista pelas organizações como parte de sua responsabilidade social e mais da metade das empresas ouvidas revela preocupação com a recolocação do funcionário. No entanto, ainda é alto o número das que não se interessam pelo futuro do profissional (entre 35% e 40%).
Fica evidenciada a distância entre intenção e gesto, no que se refere a alertar o colaborador quanto à sua atuação. Enquanto as empresas afirmam que deram feedback e sinais, a maioria dos executivos demitidos diz ter sido surpreendida com a demissão.
Para metade das empresas, a reação mais freqüente dos demitidos é a resignação. O sentimento de alívio aparece em pouquíssimas declarações, apesar de ser mencionado por ¼ dos profissionais ouvidos na pesquisa com o ponto de vista do demitido.
Há receio por parte dos demissores em reconhecer formalmente que questões políticas e mudanças na estrutura de poder determinam desligamentos.
Performance abaixo das metas é o motivo mais freqüentemente alegado para as demissões, embora comportamentos e atitudes inadequadas também sejam mencionados nos desligamentos de nível gerencial.
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