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Ponto de Vista do Demitido
A demissão é o terceiro maior fator de desgaste emocional do indivíduo, atrás apenas da morte de um ente querido e do término de uma relação afetiva. O estudo da lens & Minarelli ouviu mais de 300 profissionais entre presidentes, diretores e gerentes recém-desligaods das maiores e melhores empresas do país. AS principais conclusões são as seguintes:
A prática de feedback nas empresas permanece no discurso, não havendo correspondência na realidade.
Os demissores não desenvolveram competência para demitir. Evitam comunicar a real razão do desligamento e recorrem a jargões do tipo “seu perfil não corresponde às novas necessidades da empresa”.
Parece haver receio em reconhecer formalmente que questões políticas e mudanças na estrutura de poder da empresa determinam demissões.
Os demitidos reconhecem não ter percebido “sinais” de que as relações de trabalho não iam bem.
Predomina o sentimento de injustiça e inadequação quanto ao desligamento e a forma da demissão.
A gestão da carreira ainda não é uma prática desenvolvida entre os executivos.
Parte dos pesquisados relatou que já vinha se sentindo desconfortável na empresa, mas não negociou a saída, deixando a situação se deteriorar e chagar ao limite. Com isso, a volta ao mercado ocorre em condições de sofrimento e desgaste emocional muito maiores, aumentando o período de recuperação entre a “separação” e o início da nova procura.
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